domingo, 16 de novembro de 2014

O coitadismo: uma infecção no Brasil

          Um dos males da presença da esquerda nas esferas política e cultural de nossa sociedade, sem dúvidas, foia propagação de uma singular filosofia de vida: o coitadismo. Vivemos numa sociedade em que as pessoas se vitimizam até mesmo sem inimigos externos, se sente vitimizada por si mesmo. Ouvimos algumas vezes o ditado: ele gosta de cantar vitória, porém, hodiernamente, notasse que muitos insistem em cantar a própria derrota, da infância à velhice, justificando os seus fracassos e infelicidades. mesmo que já superados, para os outros e para si. Explanemos então o coitadismo na sociedade brasileira.
         Os brasileiros começam a ser infectados com o vírus do coitadismo, já na infância, na escola. O processo é simples de se entender: pedagogia charlatânica (pedagogia do amor, do Oprimido, pseudo-construtivismo, sócio-interacionismo fajuto) mais ignorância voluntária e menosprezo pelo conhecimento é igual à infecção de coitadismo. Tal fenômeno se intensifica durante toda a infância e adolescência do brasileiro na escola. Os que chegam à universidade, por um mínimo de mérito que seja, também são bombardeados por vários lados com esse vírus: professores, militantes, socialistas, movimentos LGBTS, feministas, afros, como diz o matuto: "o escambau". Os universitários que chegaram sem esse vírus à academia, raramente conseguem sair sem sintomas suspeitos. Na creche e na escola são chamados de coitadinhos e pobrezinho; ainda na escola e na universidade, de vítimas da sociedade, alienados, oprimidos e vítimas do sistema. 
         O que esperar de uma sociedade assim? Choro e ranger de dentes por todos os lados. Um povo que é consolado desde criança por fracassos que ainda nem cometeu só poderia se ver como coitado. Eis aí a formação do coitadismo em nosso país. Mas como entender melhor os meios de propagação desse vírus pela esquerda, e os seus reais motivos? Para responder esses questionamentos, usarei um método muito utilizado na antiguidade greco-romana: a comparação. Imaginemos nossa sociedade as peças ordenadas em um xadrez.  Entendamos o coitadismo como um vírus propagado por todas as peças, porém apresentando um marco zero (uma origem).
         Nos extremos da primeira casa do tabuleiro encontram-se as torres: a militância e alguns "movimentos sociais" como o MST (que também chamo de militância indireta), vítimas das elites; ao lado das torres, temos os bispos: a teologia da libertação e a PJ - Pastoral da Juventude, vítimas do conservadorismo na igreja; em seguida, em direção ao centro, temos os cavalos: o MEC e os Direitos Humanos, que veem a sociedade como vítima dos preconceitos e da alienação; e no centro temos a rainha; nossa "presidanta" e os outros partidários do executivo, vítimas da oposição golpista; e o rei, Lula e o PT (o epicentro ideológico da esquerda e o parco zero desse vírus), vítimas da direita fascista. Eis a primeira fileira de peças e seus inimigos. E os peões? Quem são e qual seu papel? Eles são os sindicatos, professores, partidos nanicos de extrema-esquerda, alguns movimentos sociais mais brandos, funcionários públicos de baixo escalão; os estudantes e, claro, a massa. Eis os peões. E o seu papel perante essa contaminação é fazer novas vítimas e não se curar do vírus, ou seja, sentir-se um coitado pelo resto de suas vidas. 
         O leitor atento deve se perguntar: mas, e quem movimenta as peças desse xadrez? Quem manda no jogo? Creio que alguns leitores já devem ter sacado que faltou um personagem nessa análise. Não o coloquei entre as peças, pois no início disse que dissertaria sobre nosso país. O jogador é um estrangeiro que possui outros tabuleiros e jogadas, pois o coitadismo só é um dos males, uma ferramente diante de tantas outras a nível social, político e econômico: o Foro de São Paulo. A comparação de nossa sociedade com um tabuleiro de xadrez e sua relação com o Foro, lembrou-me do complexo do pombo xadrezista "ele defeca no tabuleiro, derruba as peças e sai voando cantando vitória",  porém o pombo aqui abordado pode até fazer muita merda e derrubar algumas peças, mas sabe jogar de maneira sagaz e não pretende voar tão facilmente de nosso tabuleiro. 
          

          
         

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O gigante acordou, mas era apenas um ciclope cego

           Junho de 2013 foi mais um blefe social do que um movimento seguro e consciente. Uma coisa temos que reconhecer: brasileiro é criativo, pois se apossar de um comercial de energético, transformando-o em campanha, junto a isso, utilizar o refrão "vem pra rua" usado em outro comercial foi  uma boa estratégia de marketing publicitário. Além disso, outra coisa é inegável: brasileiro grava mais o que vê na TV do que lê nos livros. 
       Nos primeiros dias daquele mês (a primavera, como alguns chamam) existia uma aparente espontaneidade do povo, um sentimento de revolta perante os absurdos políticos, milhares de pessoas nas ruas, manifestações simultâneas em vários lugares do país e um interesse súbito por discussões políticas no ambiente virtual e no real. "O gigante acordou" é uma das frases que mais lembra aquele mês. Entretanto, como todos sabem, com  o passar dos dias, as coisas foram mudando. Aquele mês serviu até mesmo para alimentação de grupos com um modus operandi questionável como os black blocs, dentre outras castas de vagabundos.  Quando nas ruas se viu mais vândalos do que cidadãos e mais bandeiras partidárias do que a bandeiras do Brasil, a primavera verde-amarela se tornou um outono tão triste, seco e sem sentido que só esses grupos permaneceram nas ruas. 
      E o gigante realmente acordou? Sim, leitor: o gigante acordou, mas era apenas um infeliz Polifemo (ciclope que foi cego por Ulisses na Odisseia). Verdade seja dita: o gigante não era dos mais inteligente. O que aconteceu em junho foram expressões sociais amorfas, quase acéfalas e sem liderança real (pois tinha gente que pensava que estava no filme V de Vingança). Os profetas da internet naquele período vaticinaram: "os leões de 2013 nas ruas serão os jumentos de 2014 nas urnas". Profecia realizada; Dilma se reelegeu. 
         Pobre Polifemo, andando mutilado, desorientado por sua cegueira, gritando para todos os lados: "Ninguém me cegou" e deixando escarpar de suas próprias mãos os seus mutiladores vestidos em pele de cordeiros. A única diferença entre o nosso Polifemo para o dos gregos é que o deles expulsou de suas terras, os seus mutiladores a gritos; já o nosso Polifemo os colocou no poder. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O petralha relâmpago

             O sentimento da necessidade de expor suas opiniões sobre política nas redes sociais, em especial em momentos de eleições, principalmente presidenciais, faz surgir uma figura nova, uma nova espécie  de opinador, com o tempo de vida felizmente breve como a vida de uma formiga ( que vive em média de 40 a 60 dias). Esse ser diferencia-se dos convencionais opinadores de direita e de esquerda e dos palpiteiros acéfalos políticos que não sabem nem o que um senador faz. A este "novo" espécimen dei o nome de petralha relâmpago: petralha, por ser um indivíduo com atitudes convergentes ao PT; e relâmpago por sua brevidade de vida, no tocante a opinião política. 
        Que as redes sociais, em especial, o facebook têm contribuído para a divulgação de informações e difusão de discussões políticas isso é fato. Essas redes são, muitas vezes, pontos de partida para novas leituras. Porém, quando não se avança nestas e se fixa somente na leitura rasa e muitas veze parcial de micro matérias postadas por páginas de notícias, cria-se um problema: uma estagnação opinativa. Disso muitos esquerdistas e até alguns direitistas fazem. Para demonstrar o quão raso é o seu nível de informação, cabe-nos dá um exemplo: algumas notícias postadas em páginas do facebook são apenas uma síntese de uma noticia maior que só será divulgada na versão impressa, que é bem mais detalhada; por sua vez, esse material impresso muitas vezes é baseado em um documento, que certamente não estará completo no jornal ou na revista; e por fim para ter acesso a esse documento, o leitor terá que pesquisar onde encontrá-lo para ler por completo o seu conteúdo. Fica claro que para compreender completamente o conteúdo da notícia e ter segurança para falar sobre, o leitor deve ter um espírito tão investigativo quanto quem a escreveu. É óbvio que essas micro notícias têm sua importância, mas o bom leitor não deve parar por aí. E quando nem esse conteúdo o leitores leem?  O resultado, obviamente é terrivelmente espantoso. 
          Juntando um dever momentâneo de se expor sua opinião política à desinformação e a um sentimento de estar do lado do bem ( na defesa dos fracos e oprimidos), nasce o petralha relâmpago. Não é suficiente mostrar apenas os "composto orgânicos" que dão origem a esse tipo de opinador político, mas também é necessário descrever seu comportamento e o resultado de seu trabalho de esforço mental, a sua opinião política.  
                  Para começar nossa descrição é crucial que falemos sobre uma munição que está implícita na opinião do petralha relâmpago: o monopólio da bondade, das virtudes e da verdade. Esse petralha tem plena convicção que está do lado dos pobres e das minorias, e contra a mídia golpista e às malditas e maquiavélicas elites. Mas o como dar opinião sem ter lido nada: nem um livro, jornal ou revista, nem acompanhou os acontecimentos políticos dos últimas anos  para assim começar a entender a conjetura político-econômica do país, além de dezenas de páginas dos livros medíocres do MEC destinadas ao Brasil República? Fácil responder. Já munido com o cajado da bondade, ele faz uso de três elementos para montar sua tese: primeiro, do que ouve a favor do PT e do que ouve contra a oposição (bolsa família pra lá e pra cá.); segundo, da propaganda do PT (que assiste somente porque já estava assistindo a TV, almoçando e vendo os programas esportivos ou policiais. Propaganda de didática do medo: "O passado está querendo voltar para tirar assombrar, vão tirar isso e aquilo de você.); e terceiro, de sua grande experiência de vida(espremendo memórias de tempos em que nem sabia que moeda estava vigente no país).
                 E o que monta, por fim, o petralha relâmpago unindo tais elementos para construir sua opinião? após juntar esses cacos de sub-informações (algumas até mesmo folclóricas) e sentimentos que variam do medo ao coitadismo e a passividade, ele constrói apenas um mosaico tão patético e surreal ( que mais parece um plágio de outros petralhas) que só denuncia a sua própria ignorância política. E você, leitor, pode se perguntar, "e você, blogueiro, o que diz a respeito disso"; e eu te respondo: se vergonha alheia matasse, eu estaria morto e você nem teria lido isso. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Vaticano vermelho e a inquisição rosa contra Fidelix

          Quem pensava que o debate do dia 28 de setembro de 2014 realizado pela Record se resumiria às incoerências de Dilma, à paumolecência de Aécio, e ao disco arranhado de Marina e sua "nova política": enganou-se. Levy Fidelix roubou a cena com sua opinião. A repercussão desse "roubo" nas redes sociais  nos confirma algumas coisas, no tocante à postura das militâncias esquerdistas que o assistiram: a sua previsibilidade e falta de senso de prioridades e de proporções.  
         Levy Fidelix respondeu à pergunta de Luciana Genro bem aos moldes bolsonaristas, sem quaisquer papas na língua. A expressão facial da senhora Genro demostrou sua surpresa  com as sentenças frasais de Fidelix. Uma coisa os direitistas e esquerdistas têm que admitir: esse homem tem coragem, dizer o que ele disse e do modo que ele disse, não é brincadeira. Para muitos da direita, Fidelix "mitou"; para muitos da esquerda, ele se mostrou a própria encarnação do Führer. O fato é que as frases do candidato sobre o casamento gay foram o suficiente para que os militantes de esquerda, e até alguns de direita, justiça seja feita, negligenciassem afirmações verdadeiramente relevantes mencionadas no mesmo debate: o fato de morreram mais de 50.000 brasileiros por ano vítimas da violência; a entrada de drogas pelas fronteiras do país; e por último, não menos importante, até porque é a chave para compreendermos o que está acontecendo politico-economicamente no Brasil, o Foro de São Paulo.
        Qualquer pessoa sensata ficaria indignada ao saber do número de brasileiros mortos a cada ano, ou pela destruição causada pelas drogas que chegam pelas fronteiras, ou pelos objetivos e membros, no mínimo, suspeitos do Foro de São Paulo. Porém, a militância vermelha e "rosa" das redes sociais parece que não.
      Quando digo que estas são previsíveis me refiro ao fato de que na hora do debate, quando Fidelix terminou de responder ao questionamento sobre casamento gay, eu, e creio que muitos da direita, já sabíamos o que iria acontecer posteriormente nas redes sociais: a sua crucificação e o ofuscamento de todos os assuntos importantes tratados no debate.  E quando digo que essas militâncias perderam o senso de prioridade e de proporções, deve-se ao fato óbvio delas tratarem questões secundárias como primárias, usando um peso para duas medidas, elemento clássico da esquerda brasileira.
       O debate em questão deixou claro que, para as militâncias vermelha e "rosa", o que os outros fazem com o ânus e a elaboração leis favoráveis aos gays são coisas que merecem mais destaque do que resolver um problema que mata milhares de brasileiros: a violência.        
        P.S.: Sobre o destino de Levy Fidelix, a partir de então, de certo será perseguido pelas sombras da inquisição do malfazejo "Vaticano vermelho". Será como as Erínias perseguindo Orestes. Que comece o assassinato de reputação!